Silenciosamente, afilhada de Sarney se mantém na presidência do IPHAN

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A atual Presidente do IPHAN – Instituto de Patrimônio Histórico Artístico Nacional – Kátia Bogéa, está conseguindo se manter no cargo, graças provavelmente a um trabalho silencioso de seu padrinho José Sarney.

Como assim? Por mais de uma década (de 2003 a 2015), durante as gestões lulopetista, Kátia Bogéa atuou como Superintendente no Iphan do Maranhão, apadrinhada por Sarney. Na época, casarões históricos com suas azulejarias francesas chegaram a virar estacionamento, sem que nada fosse feito pela seccional maranhense do órgão federal.

Não obstante tais fatos, sua nomeação à presidência nacional do órgão foi efetivada por Michel Temer, em Junho de 2016, novamente por interferência de Sarney, mesmo sob críticas de representantes da área.

Durante este período, foi convidada pela Câmara para prestar esclarecimentos sobre as denúncias do ex-Ministro da Cultura Marcelo Calero, acerca de pedido de favorecimento pelo então Ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, para aprovação de um edifício em área de proteção do centro histórico em Salvador/BA. Nossos tesouros nacionais foram saqueados e substituídos por cópias grosseiras, obras estimadas em milhões foram registradas como furto ou roubo comuns, assim como vários outros acontecimentos em decorrência de ingerência ou abandono, ligados principalmente à desestabilização política em todo o Brasil.

Após a destruição criminosa do Rio Doce pelo rompimento da represa de Mariana, os planos mais adequados do então governo seria o combate aos defensores do patrimônio histórico e o enfraquecimento das funções de fiscalização e licenciamento, para atender às pressões do empresariado, causadas pela especulação imobiliária.

Embora a Lei Rouanet só se ocupasse em promover espetáculos milionários de artistas famosos, que agora esperneiam pela perda da mamata, técnicos competentes deveriam ser nomeados para ocupar tais cargos de maior liderança, em prol das obras de restauro e conservação de nossos bens culturais, posto que continuaremos a lamentar para sempre o incêndio do Museu Nacional causado pelo descaso do Iphan e de seus apadrinhados políticos.

Kleber Saba

Fonte: Jornal da Cidade Online


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