MAIS CADEIA! MPF reforça pedido de condenação no segundo processo contra Lula na Lava Jato

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O Ministério Público Federal (MPF) apresentou nesta quinta-feira (4) as alegações finais no segundo processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato. No documento, os procuradores reforçam o pedido de condenação de Lula no processo sobre o terreno onde seria construído o Instituto.

Após as alegações do MPF, as defesas dos réus são intimadas para apresentar suas alegações finais. A apresentação das alegações finais é o último trâmite do processo antes da sentença do juiz, que não tem limite de prazo para ser publicada.
A ação penal apura se o ex-presidente recebeu um apartamento vizinho ao dele, em São Bernardo do Campo, como propina.


Em 14 de setembro, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato na primeira instância, abriu o prazo para que o MPF apresentasse as alegações.

Pedido de condenação
Nas alegações finais, o MPF pede que Lula seja condenado por corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro.

Os procuradores também reforçam o pedido de condenação de Marcelo Odebrecht, por corrupção ativa, do ex-ministro Antonio Palocci, pelo crime de corrupção passiva qualificada, e de Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci, por corrupção passiva qualificada.

O ex-executivo Paulo Ricardo Baqueiro de Melo, o dono da empresa DAG Construtora, Dermeval de Souza Gusmão Filho, o empresário Glaucos da Costamarques e o advogado Roberto Teixeira também tiveram a condenação solicitada pelo MPF, por lavagem de dinheiro.

O MPF também pede que seja decretado o perdimento do apartamento investigado como possível propina, como reparação.

Nas alegações, os procuradores pedem que o ex-presidente devolva aos cofres públicos cerca de R$ 75,5 milhões, o mesmo valor que teria sido pago em propina ao Partido dos Trabalhadores (PT) nos contratos investigados na ação.

De acordo com os procuradores, Lula atuou para nomear e manter no cargo diretores da Petrobras para cobrança de propina. A investigação afirma ainda que o esquema serviria para o fortalecimento do PT pela formação de uma reserva monetária ilícita para abastecimento de campanhas.

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